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Cultura

12/05/2022 às 18h39

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Natal / RN

Um gosto estranho... o gosto da vida
Nessa caminhada contento-me as vezes estranho, ao ver partidas que quebram os encantos da felicidade
Um gosto estranho... o gosto da vida

         Por Genildo Mateus*


         Quando será o último dia da vida¿ Não sei! Escrevi em letras garrafais, mas não lembro, só sei que vivo brincando num dia branco com o sol, sigo, levanto a mão esquerda saudando a liberdade de viver, não a saudei dizendo-lhe adeus! Fiz um sinal, quando nós percebemos, invocamos espíritos que nos rodeiam, ao que invoco a mim mesmo e assim nos encontramos vestidos com as roupas da vida.


          Nessa caminhada contento-me as vezes estranho, ao ver partidas que quebram os encantos da felicidade, sem saber quantas vezes necessária as lágrimas caiam inundando o coração que sangra, pela dor que deveras sente, não quanto a morte, mas a tristeza da ausência que nos invade! Dos gestos, palavras, que não consola senão a nossa dor de lembrar do nó que cresce na garganta com a suposição de qualquer semelhança entre nosso espírito de sonhar, partindo de um olhar externo advindo do universo, posto entre as galáxias confundindo-nos quanto a um ser, em saber quem é! 


          Nos sentimos como se as pessoas estejam nos vendo pela última vez, ou quem sabe pela primeira, cada vez que nos falamos, imaginamo-nos como numa história que nunca foi contada, e que talvez continue guardada... e pensar, como iremos voltar¿ com que rosto¿ no penúltimo dia conversaremos com a morte¿ E como será que ela vai nos levar¿ Sem um momento de despedida, como numa caixinha de surpresa que nos pega silenciosamente, sem fazer alarde, sem bater o portão ou apertar a campainha, num grito que implode nos calando, olhando para o infinito, a procura do novo, ou talvez do velho,  num reencontro nos campos de algodões, entre flores ao esvoaçar pelo vento insinuando uma música nos preparando para uma nova morada... 


         Entre ervas que nos alimentam, e descem para alimentar outras pessoas vestidas com as roupas da vida estimulando-as a encontrasse em qualquer lugar, como numa ciranda provocando um gosto estranho, que talvez seja o gosto da vida!...no aceno das mãos simbolizando a morte de um pássaro lentamente, em um adeus para que não nos esqueçamos ou que passe bem devagarinho em sentir que aqueles que amamos nunca partiu, e estarão eternamente ao nosso lado, em não querer saber da despedida para não morrer aos poucos, e sentir no sonho um reencontro do fortalecimento a continuidade dos nossos laços, e nem um milhão de palavras, acompanhadas de um milhão de lágrimas,  não farão esquecer que somos luzes que brilham, entre o corpo e o espírito e nunca se apagarão, e caminharão pela eternidade...  


*Artista multimidia

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