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10/01/2022 às 20h07

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Ministro participa de evento nos EUA ao lado de foragido da polícia brasileira
O ministro foi um dos convidados do evento Governe Conference, que discutia política e religião.
Ministro participa de evento nos EUA ao lado de foragido da polícia brasileira

Por JORNAL DO BRASIL


O ministro das Comunicações, Fábio Faria, participou de um encontro evangélico e conservador no Estado da Flórida, nos Estados Unidos, ao lado do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, considerado foragido da polícia brasileira nos Estados Unidos. O ministro foi um dos convidados do evento Governe Conference, que discutia política e religião. Além dele e do blogueiro, estiveram presentes o vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PRTB-MG), o deputado federal Lucas Gonzalez (Novo-MG), o neto de João Baptista Figueiredo - último presidente da ditadura militar - Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, pastores e o ex-campeão mundial pela seleção brasileira de futebol Rivaldo.


No evento, Faria atacou políticos de esquerda e afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato pelo PT à Presidência, tem um projeto para perpetuar-se no poder. Para ele, “político de esquerda só pensa na próxima eleição”. O ministro também aproveitou para dialogar com os evangélicos. Ele disse que se converteu no final de 2018 e afirmou que as pessoas só descobriram o que é direita e esquerda por causa do presidente Jair Bolsonaro. “O conceito de direita e de esquerda só surgiu quando veio um político conservador e agora temos um presidente conservador”, disse Faria. “Ninguém sabia o que era direita e esquerda e vocês sabiam. Eu não sabia.” Em nota, o ministro disse que foi convidado para discursar num evento de um pastor de uma igreja que ele e a família frequentam em Orlando. "Se eu soubesse que ele (Allan dos Santos) iria, eu não teria comparecido", afirmou.


Inquérito


Allan dos Santos está nos Estados Unidos desde que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou prendê-lo no dia 5 de outubro. Moraes determinou a prisão no inquérito das milícias digitais, e indicou que o nome do blogueiro bolsonarista deve ser incluído na lista de Difusão Vermelha da Polícia Internacional (Interpol) para "viabilizar sua prisão, neste País ou em outro".


Na representação encaminhada ao Supremo, a delegada da PF Denisse Dias Rosas Ribeiro pediu a prisão preventiva de Allan com base na prática frequente dos crimes de ameaça, ataques contra a honra e incitação à prática de crime, assim como a participação de organização criminosa.


O blogueiro foi banido do Twitter, do Facebook e do Youtube e teve o blog Terça Livre encerrado. Ele ainda mantém uma página no aplicativo Telegram, em que tem 121 mil seguidores. Na plataforma, Allan disse que o propósito era “vencer o comunismo pela força da cruz”. No evento, o blogueiro afirmou que há um cenário de guerra e que, de um lado, há psicopatas, assassinos, ladrões, satanistas; do outro, há gente “normal”. (Levy Teles/Agência Estado)

FONTE: Jornal do Brasil

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