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Cultura

20/11/2020 às 14h54

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Natal / RN

JORNAIS, E REVISTAS CULTURAIS ALTERNATIVOS EM NATAL NAS DÉCADAS DE SETENTA E OITENTA
Os jornais e revistas culturais alternativos ganharam destaque e floresceu como de desenvolvimento desta cultura à margem, entre nós.
JORNAIS,  E REVISTAS CULTURAIS ALTERNATIVOS EM NATAL NAS DÉCADAS DE SETENTA E OITENTA

Por Carlos Frederico de O. L. da Câmara 


Os jornais e revistas culturais alternativos fogem ao padrão dos jornais e revistas comuns (que tem estrutura técnica e econômica possibilitadora de uma longa existência através dos anos). Portanto os jornais e revistas  culturais alternativos, por suas precariedades técnicas e econômicas duram pouco tempo. Segundo o jornalista do DEI - Departamento Estadual de Imprensa, Edson Benignos os jornais e revistas  culturais alternativos em Natal foram criados com o objetivo de defender os interesses comunitários, acrescentando informações relevantes sobre a cultura e outros assuntos.


Ainda segundo o escritor, ilustrador e pesquisador Osório Almeida, os jornais e revistas  culturais alternativos em Natal nas décadas de setenta e oitenta foram de resistência na imprensa  cultural alternativa, com edições de maioria ruidosa. Que fazem barulhos. Os jornais e revistas culturais alternativos  ganharam destaque e floresceu  como de desenvolvimento desta cultura à margem, entre nós.  As décadas de setenta e oitenta são representados por uma nova geração dos jornais e revistas   culturais alternativos em Natal. A arte/poesia que implode no circuito: recitais/ intervenções/galeria do povo, expo ética (1977), festival de artes, poema fone (1978), multimídia (1983), art door (1984); Um leque de multiprocessos poéticos. Os anos setenta são de abertura pós-utópica, a quebra dos limites do racionalismo experimental, pulso pulsante, propulsor, a todo vapor barato, utilizando-se de todos os mais comuns e incomuns meios de expressão, sem pretensão de ser ou não ser vanguarda, pois no Brasil de boné, milhões de espaços culturais coexistem em turbilhão frenético e essa é a grande riqueza”, (o poeta e cantor performático Jorge Mautner), em seus “Fragmentos de Sabonete”- 1976, lançado no "Circo da Cultura" em Potilândia.


Nas décadas de setenta e oitenta também nasceram os movimentos culturais alternativos em Natal. A trajetória do mundo, fabuloso, mágico e espetacular dos jornais, revistas e os movimentos culturais alternativos em Natal nas décadas de setenta e oitenta, estão  inseridos como protagonista no livro “Geração alternativa” – J. Medeiros – Organizador – Antilogia Poética Potiguar anos 70 / 80 – amarela edições. A publicação pioneira na década de setenta foi a revista GIBI-NOTÍCIAS, (Fundada pelo frade da ordem beneditina Dom Lucas Brasil em 1971, com a cooperação do seu grupo. No ano de 1972 foi publicado o primeiro número do jornal tipográfico  O SISTEMA, do  “Movimento Tensorial”, Serviu de base a uma identidade da nossa literatura marginal, sob a direção do poeta, contista, escritor e professor da (UFRN). Rubem Guedes Nunes, ou como se se assina, Rubem G. Nunes ou ainda R. G. Nunes, em seus versos e textos e colaborações de outros.  “ANFARRÁBIO INFORMA– Órgão noticioso da Associação Norte-Rio-Grandense de Farmacêuticos e Bioquímicos. Informativo, o número 2, ano I,  de junho/julho de 1972,  do sesquicentenário, constante de oito páginas bem impressas, insere colaboração de Genário Alves Fonseca (In memoriam), Aleixo Prates, Carlos Rios, além do noticiário, leis e informações sobre a matéria.  


Na década de setenta, mais precisamente no ano de 1974 foi publicado CARCARÁ (O), um jornal que teimou em circular. Editor: Racine Santos. Impresso na Grafiex. Preço Cr$ 2,00. O primeiro número deste jornal circulou em janeiro de 1974. Com 12 páginas. Colaboram nesta edição: João Gualberto Aguiar, Tarcísio Gurgel, Newton Navarro (In memoriam), Edílson Braga, Natanael Virgínio, Rubens Lemos (In memoriam), Iaperí Araújo, Eustáquio Lima e o próprio Racine Santos. Jornal, CAMPUS. Jornal do laboratório do curso de Comunicação Social da (UFRN). Administração e redação: Campus universitário. Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Responsabilidade da coordenação do curso. Chefe de redação: Jânio Vidal (aluno do 8° nível). Coordenado pelo professor do curso de comunicação social: Berilo Wanderley (In memoriam). Não há indicação de data. – Anos  setenta, fogem às normas tradicionais da imprensa escrita. Edição com 16 páginas, identifica-se apenas por uma expressão: Número Zero. Colaboram neste número: O próprio professor Berilo Wanderely (In memoriam), Alda Leda Freire, Eliana Tavares, Marise Álvares, Pedro Regis, Francisco Israel, Francisca C. Cruz, Nadja Galvão, Dermi Azevedo, Rangel Rodrigues, Petit das Virgens, Afrânio Pires (In memoriam), Lígia Maria Cortez, Sezion Silva, Anchieta Fernandes, Socorro Arnaud, Maria de Fátima Sales Leandro, além da matéria redacional.


Enumeramos ainda no ano de 1974,  a publicação da revista udigrudi O,   de história em quadrinhos, com nítida influência do norte-americano Crumb. Publicado em mimeógrafo, pelo poeta, escritor, compositor, cenógrafo e músico Enoch Domingos. A equipe do poema/processo, Moacy Cirne (In memoriam), Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Marcos Silva, Alderico Leandro, Avelino de Araújo, Enoch Domingos, Bosco Lopes (In memoriam) e outros poetas, editavam a revista PROJETO:  Tipograficamente contendo poemas impressos em clichês.  Em 1974, foi a publicda  a revista de quadrinhos, CABRA MACHO: Tinha como editor: o desenhista e roteirista Lindberg Revorêdo, autor do personagem “Dom Inácio, Bispo de Taipu”, (humor).  Lá pelas calendas de março de 1976, foi editado a revista MATURÍ. Criação de Enoch Domingos e Aucides Sales. “Uma revista do tamanho da gente”, de HQ. Com participações dos poetas e roteiristas, Enoch Domingos, Anchieta Fernandes e o (editor) Francisco Alves da Costa Sobrinho.


Em abril de 1982 o professor, desenhista e roteirista Luís Élson, editou a história de “Jesuíno Brilhante” e “Lampião em Mossoró”, na revista MATURÍ. Com tiragem respectivamente de 500, 1000, 2000, 3000, 5000 e 10.000 exemplares. No ano de 1984, publicou a N. P / apresentando: Leia quadrinhos nacionais. “WATSON NA MATURÍ” e outras histórias de ppquadrinhos do Rio Grande do Norte q. A revista MATURÍ foi uma verdadeira escola, revelando novos talentos, abrigando diversos gêneros (do humorístico à ficção científica e ao terror), expondo nosso povo, sua cultura, identidade, modo de ser, por artistas de diferentes gerações, cada qual com seu traço particular, tornando os nossos quadrinhos conhecido no mundo, com as produções dos desenhistas natalenses passando a ser presença em tira do suplemento “TN REVISTA”, jornal natalense, Tribuna do Norte e no famoso jornal carioca “O PASQUIM". Vários números foram editados pelo pessoal do GRUPHEQ = Grupo de Pesquisa de Histórias em Quadrinhos. Com a colaboração do fundador, orientador e incentivador de muitos dos desenhistas das diversas  gerações de quadrinhos: O professor, desenhista e roteirista, Emanoel Amaral (In memoriam) com participações dos professores, desenhistas e roteiristas, Laércio Eugênio, Gilvan Lira, Márcio José, Marcos Garcia, Luiz Anísio, João Antônio, Cláudio Oliveira, Carlos Alberto, Lula Borges, Adrovando Claro e outros colaboradores. Na ocasião, o professor, desenhista e roteirista, Aucides Sales dando continuidade ao projeto em parceria com o amigo professor, desenhista, roteirista, Luís Élson e outros colaboradores. Citamos aqui a publicação da revista regional TABEFE, com o  seu ilustre e famoso    personagem "Jereba". É do nosso conhecimento onze edições desta publicação regional publicada  em Mossoró. Tinha como editor,  o desenhista e roteirista Laércio Eugênio.  Apresentando como mensagem: Humor,  críticas para refrescar e a reflexão. Em edições distintas. A revista TABEFE criticava a educação e a política no Brasil. Na edição de n° 11 de julho de 1990, fez crítica ao preço do feijão, da economia e o salário mínimo do brasileiro.


A CAFUNÉ, foram  publicados cinco edições desta revista regional em Assu, pelo professor, desenhista e roteirista Gilvan Lira. Também foi criado em 1978, o grupo CABRA foi criado na época por jovens artistas da cidade.  Citamos a participação de: Aucides Sales, Marcelo Amorim, Novenil Barros, Aluízio Matias, João Batista de Morais Neto, (João da Rua), Falves Silva, J. Medeiros, Enoch Domingos que trabalhavam  com arte alternativa em Natal e vários segmentos da poesia, artes plástica, oficinas literárias.  Colaboração do já reconhecido no Brasil e no mundo, o caricaturista Henfil (In memoriam). JORNAL DA PRAIA, publicado três edições desse jornal em quatro caderno no formato ofício e tiragem de 1000 exemplares.  Apresentava cultura, textos, poesias e ilustrações. Colaborações de conteúdo ousado. O ano N. 1 - NATAL – 21- 9 - 75 - Vendido ao preço de CR$ 3 .00 - Com a coordenação do ilustrador e escritor Osório Almeida. Editado pelo poeta, teatrólogo, escritor e sociólogo Racine Santos. Jornal ilustrado: Colaboram nesta edição: Os escritores Newton Navarro (In memoriam), Anchieta Fernandes, Vinicius de Morais (In memoriam), Eládio Barbosa, Ariano Suassuna (In memoriam), Lindberg Revorêdo, Raimundo Cavalcante, Antônio Bento, Ana Maria Bahiana, Tertuliano Pinheiro, Edgar Barbosa (In memoriam), Isa Freire e João Gualberto Aguiar.


No ano de 1975 foi editado em dezembro, o n° 1 do Jornal EQUIPE: Com o preco de CR$ 1,50 - Natal – RN. Jornal em mimeógrafo e  quatro edições publicadas pelo poeta, Eduardo Gossom e  colaborações: Dos poetas multimídia J. Medeiros, Fernando Lima, Nilson Duarte, Dailor Varela (In memoriam), Anchieta Fernandes e outros.  No ano de 1979, foi editado a revista CACTO,  de informação e poesia. Ligado a ecologia e o naturalismo: editado pelo escritor, ator e poeta visual Véscio Lisboa (Subhadro).   Também coordenou em 1984, o jornal “HOTEL DAS ESTRELAS”. Tinha como editor, o Jornalista Daniel do Carmo. Colaborações: Do poeta, artista plástico mossoroense, arquiteto, músico e professor da (UFRN), Vicente Vitoriano. Caricaturista, professor e artista plástico Novenil Barros e outros. Este jornal foi editado com apenas uma edição em formato tablóide.  Publicava poesias, textos de filosofia indiana e divulgava a alimentação macrobiótica da sua loja no centro da capital Natal. “JORNAL DO MAL”. Publicacao  lá pelas calendas de 1984, por Vescio Lisboa (Subhadro).  


No mesmo ano, foi publicado a revista experimental CRIACÃO, que bem representava a chamada “Geração Alternativa”, coordenado pelo poeta visual Dácio Galvão. No início da década de oitenta também foi editado o jornal LETREIRO: Uma iniciativa dos estudantes do curso de letras da (UFRN), tendo à frente, o poeta contista e artista plástico, Carlos Humberto Dantas (In memoriam) e a poetisa Anchella Fernandes. A capa do jornal Letreiro n° 3, é do poeta multimídia J. Medeiros e do artista gráfico e poeta Falves Silva. Colaboração do poeta e estudante do curso de sociologia, Eduardo Gossom e colaborações de outros.   No início da década de 1980, foi lançado o primeiro número do jornal/pôster DITO E FEITO, do Laboratório de Criatividade Literária da (UFRN). Projeto experimental coordenado pela poetisa e professora Socorro Trindade, do curso de comunicação da (UFRN).


          As décadas de setenta e oitenta, se caracterizaram com uma forte e atuante presença das publicações dos jornais e revistas   alternativos em Natal.  Jornal HOTEL DAS ESTRELAS  no formato Tabloide.  - 1983 - CR$ 250,00 _ Preço p /outras cidades: 300,00 - Nesta edição: Paulo Klein, Chacal, Anchieta Fernandes, Walter Berbe (I memoriam), Bené Fonteles, Fernando Mulatinho, Giovane Sérgio (Fotografia), Véscio Lisboa, Vicente Vitoriano, Novenil Barros e outros colaboradores. Jornal de trovas "A TROMBETA", metade em papel oficio. Circulou no inicio da década de oitenta com periodicidade quinzenal e distribuição gratuita. Editado pelo ilustre trovador Sebastião Carvalho. (In memoriam). Apresentava no  logotipo do seu jornal, um anjo tocando trombeta. Jornal de longa duração, publicou mais de duzentas edições divulgando trovas do pessoal da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte e de Academias de outros estados do Brasil. Tenho alguns exemplares na minha pequena biblioteca ofertados pelo meu amigo trovador Sebastião Carvalho (In memoriam). 


O professor e trovador Rodrigues Neto, publicou o jornal ALMENARA, em 1985: Que significa: Luz. Com periodicidade bimestral e distribuição gratuita. Tiragem: 10.000 exemplares, circulou seis edições. Seguindo uma linha literaria: Prosa, trova, charada, texto, ilustração e poesia. A MARGEM, tamanho ofício; Colaboração dos poetas: (Falves Silva, Anchieta Fernandes, Franklin Capistrano, Marcos Silva, Moacy Cirne (In memoriam), Bianor Paulino (In memoriam) e outros colaboradores. A revista Criação (Dácio Galvão e colaboração de outros colaboradores). O jornal DELÍRIO URBANO, Carlos Frederico de O. L. da Câmara (Astral), Marcos Ottoni (editor), João Batista de Morais (João da Rua), Afonso Martins, Novenil Barros e outros colaboradores. No início da década de oitenta, foi publicado o primeiro número da folha RANGAL. Esta folha defendia o direito dos índios, com um manifesto em forma de encarte com papel coche. Na sua primeira edição esgotada, publicou poesias da geração da década de oitenta e texto de pensamento político novo. Esta folha teve longa duração, com 26 números editados. Tinha  como coordenador: O poeta,  artista plástico e escritor   Osório Almeida. Editor: o jornalista (Ubirajara Macedo), nos três primeiros números e depois  o jornalista (Miranda Sá). Osório Almeida ainda publicou em 1984 AUTO EDIÇÃO, com mais de oitenta edições. Seu conteúdo era notícias em geral, comentários e final da decada de oitenta, BRASIL DE ESQUERDA, com mais de cinquenta edições. 


FOLHA POÉTICA A folha poética foi criada em 20 de setembro de 1983. Impressa em mimeógrafo tamanho oficio e periocidade mensal. Uma publicação artesanal, rebelde e criativa, refletindo o momento histórico político e literário da época. Uma publicação pela liberdade das poesias natalense. Edição do poeta Aluízio Mathias. Colaborações do próprio poeta Aluízio Mathias, Harrison Gurgel, Carlos Frederico de O. L. da Câmara (Astral), João (Barra), Dorian Lima e outros colaboradores. O poeta João (Barra) publicou em 1985 a folha poética LUMIAR com edições em tamanho metade ofício. Colaborações de: Flávio Américo, Venâncio Pinheiro, Carlos Jucá (In memoriam) Joao Batista (Zizinho) e outros colaboradores. Folheto DESOBEDEÇA: Ano I - N°. ZERO - Natal, 23/03/1984 Cr$ 100,00 - Pela felicidadania. Defendia a construção de uma sociedade justa. "A desobediência é aos olhos de qualquer estudioso da história, a virtude original do homem. É através da desobediência que se faz o progresso,  da desobediência e da rebelião (...), e o progresso se não a realização de utopias?" - Oscar Wilde.   


O jornal DELÍRIO URBANO, Foi publicado com três edições em tamanho ofício, e 12,  14, 16 páginas, respectivamente. Tiragem de 500 e 1000 exemplares. Periódico que tinha como conceito editorial o cenário cultural por meios de poesias underground, quadrinhos, contos, entrevistas, ilustrações, charges, fotos, grafites, opiniões, etc. Jornal bimestral.  Com o preço de CR$ 5.000, (1985/1986). Este veículo revolucionou os meios intelectuais da cidade de Natal, Seguindo uma linha de vanguarda, dono de uma diagramação inteligente e textos interessantes. Diretor Responsável: Carlos Frederico de Oliveira Lucas da Câmara (Astral). Editor: Repórter fotográfico, Marcos Ottoni Oliveira, além das colaborações do poeta, escritor e  professor João Batista de Morais Neto (João da Rua), designer gráfica Afonso Martins; composição, revisão, entrevista e programação visual: Do   artista plástico e desenhista gráfico Novenil Barros. Diagramação: Poeta e artista plástico Venâncio Pinheiro, poetisa e jornalista: Marize Castro,   professora do curso de medicina da (UFRN), escritora, teatróloga e poetiza Clotilde Tavares com participação dos poetas: Augusto Luís, Cleudo Alves Freire, Eduardo Alexandre (Dunga), Anchieta Fernandes, Dorian Lima, Analba Brasão, Zanoni Peixoto (IFRN) (In memoriam), Jaumir Andrade (In memoriam), Antônio Ronaldo, Rose Marie de Araújo, Xico Chaves,  Waly Salomão (In memoriam), Josemária Patrício (Jô), Carlos Humberto Dantas (In memoriam), Avani Peixoto,   Danilo Bessa (In memoriam) Luís Rabêlo (In memoriam), Aucides Sales, Mário Fiore, Roberto Piva (In memoriam), Tadeu Sales, J. Medeiros e o próprio Carlos Frederico de O. L. da Câmara (Astral).


Registramos a publicação do jornal have metal THE ACTION FILE- Julho/Agosto=1985 Natal-RN. Este folheto divulgava e representava o heave metal no Brasil e no mundo. Foi editado em papel AK-47 pelos primos jornalistas, Rodrigo Hammer, Carlos Henrique Leiros e colaborações de outros.  Em meados da década de oitenta, foram publicados diversos folhetos punks, edição do professor e pesquisador Aroldo Martins. Com distribuição gratuita  na (UFRN), em bares e eventos culturais da cidade de Nata. Divulgava o movimento punk no mundo. Jornal A MARGEM (1985/2005), com edição e colaboração do jornalista, escritor, poeta, crítico de arte e um dos fundadores do poema/processo, poeta visual e arte correio, um dos fundadores do Poema/Processo e desenhista, Falves Silva, Franklin Capistrano, poeta, e um dos fundadores do poema processo, ator, escritor, político, cronista e colaborador, Moacy Cirne (In memoriam). Ele foi professor catedrático da Universidade Federal Fluminense (UFFRJ), um dos fundadores do poema processo no Brasil. Marcos Silva, professor da (USP) Universidade Federal de São Paulo e também um dos fundadores do poema processo no Brasil. O jornal A MARGEM, este com longa duração, divulgou a poesia visual, arte correio do Brasil e no  mundo, na década de  oitenta, até meados da década de 1990. Este jornal ficou muito conhecido na Europa e nos Estados Unidos, através do intercâmbio pelos correios dos seus  colaboradores.


Registre-se, no ano de 1987 com a publicação do jornal - TAO, em tamanho ofício -  . ano 01 -  N. – 0 – Maio/87 -  NATAL – RN, Cr$ 10,00. Jornal lítero-cultural, nesta edição aborda: Astrologia / Filosofia / Ciências. Composto nas oficinas da extinta (COOJORNAT - Cooperativa dos Jornalistas de Natal - RN), tiragem de 500 exemplares. Com apenas dois números em circulação, quatro páginas e  como editor: Jornalista e escritor, Luciano de Almeida e o  coordenador Edilson Maciel. Com colaboração: Do escritor Júlio Ernesto de Faria (Ramezoni), sociólogo e escritor Rinaldo Barros (In memoriam), jornalista, poeta e escritor Flávio Resende, poeta multimídia Xico Chaves (RJ), pesquisador e poeta multimídia, J. Medeiros.   Programação visual: Do artista plástico e poeta visual Venâncio Pinheiro. No ano de 1986, foi editado em Natal, o BALAIO INCOMUN: Folha de variedades culturais, publicado pelo poeta e um dos fundadores do movimento poema/processo, escritor,  professor catedrático da (UFFRJ) - Universidade Federal Fluminense do Rio de Janeiro  Moacy Cirne (In memoriam). Em 1989, foi publicado o folheto CEBOLA FAZ CHORAR, voltado para o humor e produzido por alunos do curso de Comunicação Social  da (UFRN), Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Sua linguagem era específica, tanto que até no expediente tinha toques de humor, como Diretores “Irresponsáveis”: Carlos Magno Araújo, Isaac Ribeiro e Robson Medeiros. A FRANGA. Este jornal de formato em tamanho ofício e periodicidade trimestral, idealizado por Abimael Silva e Dorian Lima. Preço: Cr$ - 1.000.00. Criticava o jornal cultural O GALO da Fundação José Augusto - órgão de cultura do governo do Estado.  O número 5 de janeiro/fevereiro de 1992 do ano 4 foi a última edição. Um jornal semém anárquico Colaborações dos poetas: Nei Leandro de Castro, Pedro Osmar, Alex Medeiros, Dorian Lima, João Leite, Carlos, Alberto, Airton F. de Negreiros, Anchieta Fernandes, Luciano Almeida, Falves Silva, Verissimo de Melo (In memoriam), Jaime Lúcio Figueiredo (In memoriam), Giovani Sérgio (Fotografia), Rafael e Bete Gaúcha. Escritor, jornalista e (editor) deste periódico,   poeta, escritor e professor do (IFRN) João Batista de Morais Neto (João da Rua), jornalista, escritor e editor deste periódico, jornalista e escritor Franklin Jorge.  No final da década de oitenta, surgiu o jornal ARROCHA O COLORAU - Uma publicação com conotação político cultural, em formato tablóide. Editor e fundador: Jornalista e cronista político, Miranda Sá, com colaborações de outros. Este Jornal humorístico,  publicou apenas duas edições. A principal característica dos jornais, revistas e os movimentos culturais alternativos, é que eles trabalham a notícia de forma em que se abre um espaço maior para discussão da democratização da informação.


Com a chegada do computador popularizado a preço de custo baixo, então surgiu os jornais e revistas  culturais alternativos on-line, que se pode dizer são os substitutos de hoje, dos jornais e revistas  culturais alternativos.


Fontes: Medeiros, J. Geração Alternativa – Antilogia Poética Potiguar, anos 70/80 - Organizador - Amarela Edições– Natal, 1997.


DICIONÁRIO DA IMPRENSA NO RIO GRANDE DO NORTE – 1909-1987 - Manoel Rodrigues de Melo - FJA - CORTEZ EDITORA.


           


 

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